Quando a Autoconfiança está em Baixa

Quantas vezes já se pôs a lamentar, se irritar e até mesmo chorar devido à opinião de alguém a seu respeito?
Quantas vezes deixou de fazer, ou viver algo mediante a comentários que tiraram sua coragem de seguir em frente?

Poderia discorrer horas e mais horas dando exemplos de situações, até mesmo traumáticas, sobre quantas vezes conceitos e opiniões alheias nos feriram, travaram e prejudicaram.
Porém, neste momento proponho os seguintes questionamentos:
Quem dá poder e autoridade a opiniões destinadas a você e a sua vida?
Quem coloca peso em cada palavra que invade seus ouvidos?
Quem põe tais palavras no modo replay e passa anos da vida amargando cada frase ouvida como se estivesse revivendo incansavelmente a mesma situação?
Pois é, esta autorização é sempre concedida por nós.

A ausência da autoconfiança e o enfraquecimento do amor próprio faz com que passemos a outros, gratuitamente, o bastão do poder das decisões e definições sobre nossa vida, com isso, corremos o risco de passarmos boa parte da existência vivendo na superficialidade de quem realmente somos.
Tenho me deparado com inúmeras pessoas que possuem potenciais incríveis e habilidades peculiares, sem terem a menor ideia de sua real capacidade, por simplesmente estar à margem da definição dos outros sobre si mesmo.

Penso que o melhor caminho para nos descolarmos deste peso que damos as opiniões alheias e aos moldes do ciclo social ao qual fazemos parte e que em nada nos favorece é ouvir para dentro o que vem de dentro,isso mesmo: trabalharmos a escuta interna, .
Assumir o que de fato nos faz bem ou nos irrita, conhecer nossos limites e limitações, entendermos que somos únicos e literalmente fazermos o bom uso da velha e boa expressão popular ‘Sair do Armário”, destruindo definitivamente as portas das críticas e definições alheias que nos mantém no campo da infelicidade.

É claro que assumir-se tem suas consequências tanto negativas quanto positivas, mas afinal, o que nesta vida não gera tais consequências?
A grande questão aqui não são as consequências e sim a sua disposição em usufruir do direito de exercer suas escolhas de acordo com suas preferências.
É claro que esta mudança não ocorrerá do dia para a noite, isso demanda esforço, paciência, empenho e principalmente respeito consigo mesmo.

Sendo assim te convido a começar pelo começo, pelo simples, pelo insignificante… comece por se olhar no espelho pela manhã, se olhe nos olhos e se investigue; te convido a assumir seu sim quando realmente quiser e tiver vontade de algo e a assumir seu não quando contrário for. Meu convite é para que posicione seus valores e conceitos de forma agradável mesmo morrendo de medo de perder espaço, amigos ou elogios, visto que pior do perder o outro é perder-se de si mesmo.

Cláudia Deris